Site de Fábio Magalhães

                                                    
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Trabalho numa persistência poética da pintura auto-referencial, na qual, uso imagem do meu próprio corpo como matéria prima, buscando ressaltar elementos e condições de significativa importância para a representação do Ser. Uma dúvida surge a cada gesto, a cada momento, seja na pintura, seja no cotidiano; vida e arte se misturam em meu dia-a-dia.

Neste sentido, as obras trazem o resultado obtido de um modus operandi que parte do universo fotográfico e desemboca numa realidade outra, o campo da pintura. No qual encontro possibilidades para inserir uma carga subjetiva e simbólica que acredito ser pertinente a este campo.

Olhar essas imagens agigantadas desliza um estranho rebatimento sensorial, pois funcionam como uma espécie de espelho, onde muitas vezes, o observador pode se vê num reflexo perturbador.

Fábio Magalhães

OPYNION (Curadoria Henrique Dantas)

      Quando fui convidado para participar do Projeto Opinyon, resolvi encará-lo como um desafio, uma vez que minha poética não está associada à arte urbana. Ela, atualmente, anda debruçada sobre a pintura, a qual seria impossível realizar diretamente numa via pública. Mas, como deslocar a pintura da tela e levá-la para a rua? Para solucionar tal impasse, entre tradição da técnica a Óleo e as novas estéticas urbanas, assumi o risco recorrendo ao aparto dos álbuns infantis, as figurinhas autocolantes...
Passeando pela ficção, com uma imagem brutal do meu próprio corpo, esquartejado e envolto em uma trouxa plástica*, que busco subsidio para chacoalhar o estado amorfo que nos encontramos...
Trancar-se em casa, restringir-se a passagem a alguns lugares da cidade, diminuir o contato com o mundo, rotineiramente essas ações nos são incorporadas, sem mesmo nos darmos conta. Ultimamente, vivemos tão isolados, envolto em nosso próprio ego, sem perceber o que se passa à nossa volta, que fica difícil saber se somos pessoas ou objetos, se somos livres ou dementes e, às vezes, é preciso um “bom encontro” para lembramos que estamos vivos...
 Minha “figurinha”, portanto, não pretende levantar nenhum questionamento acerca da banalização da violência, nem tão pouco retratá-la ou representá-la. Seu caráter latente é simplesmente promover um choque estético aos olhares que esbarrarem sobre ela.
*O trabalho é alusivo, as trouxas ensangüentadas (Da mostra Do corpo á Terra -1970), de Artur Barrio. 
Fábio Magalhães.


 


     Trabalho no Estúdio


Colando a "Figurinha" no Álbum
(André, Fábio Magalhães, Vinicius S.A. e Henrique Dantas)




"Trouxas"
Óleo sobre Adesivo Vinil
200 x 250 cm

Prenúncio da Série "Retratos Íntimos"


"Sem Titulo" (Série Retratos Íntimos)
Óleo sobre Tela
150 x 200 cm
2010

Tinta Fresca



"Dos Lugares que me prendem I"
Óleo sobre Tela
90 x 120 cm
2010


 

"Diz-se das Línguas Maledicentes"
Óleo sobre Tela
100 x 130 cm
2010




















"Dos Lugares que me prendem II"
Óleo sobre Tela
90 x 110 cm
2010
















Série "O Grande Corpo"

 
 
"Invólucro II"
Óleo sobre Tela
110 x 140cm
2008
 
 
 
 
 

 

 


 

 





"Próximo Segundo" (díptico)
Óleo sobre Tela
110 x 140cm
2008
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 






"Próximo Segundo" (díptico)
Óleo sobre Tela
110 x 140cm
2008

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 








"Próximo Segundo" (díptico)
Óleo sobre Tela
110 x 140cm
2008


"Invólucro III"
Óleo sobre Tela
110 x 140 cm
2008


"Invólucro IV"
Óleo sobre Tela
110 x 150cm
2009

Série:"Jogos de Significados"

Os pensamentos de Duchamp foram os primeiros, a conduzirem os observadores a saírem do estágio contemplativo, para uma participação mais atuante perante a obra-de-arte, embora que mentalmente. Artistas contemporâneos a ele, como Ligia Clark e Oiticica elevaram essa participação ao extremo máximo, pois as fruições de suas obras só aconteciam quando mexidas ou vestidas pelos espectadores.
É certo que o corpo humano desnudo possui intrínsecas propriedades estéticas que podem ser captados numa imagem fotográfica, nascendo assim, um campo vasto onde muitas vezes, a beleza pode ser banida abrindo espaço para a estranheza e o trivial.
A série “Jogos de Significados” trata-se de imagens fotográficas adesivadas em imãs flexíveis, divididas em partes quadradas de modo que se encaixe lado a lado se justapostas, permitindo assim ao espectador a montagem e desmontagem das “obras quebra-cabeças”.
Assim nessa falsa aura de erotismo, que funciona como chamariz para manipulação das obras, chega-se ao ápice da fruição, exatamente nessa fração de segundos enquanto a verdadeira imagem ainda não é revelada, manifestando a problemática de sua existência. Logo seu caráter latente encontra-se no jogo de miragens presente no olhar, o qual incógnita e primeira impressão são pontos cruciais.
Fábio Magalhães.



"Jogo V"
Fotografia sobre Imã Flexível
80 x 100 cm
2008




"Jogo VI"
Fotografia sobre Imã Flexível
80 x 100 cm
2008


"Relevo II"
Fotografia
35 x 70 cm
2008

"Caixas de Malícias"
Fotografia
30 x 30 cm (tríptico)
2008





"Manipulação"


"Manipulando..."


"Manipulando..."

Obras Possíveis

Obras Possíveis





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